A próxima banda revelação em Portugal

31 01 2006

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Let it snow, Let it snow, Let it snow

30 01 2006

Este é o aspecto do templo romano de Évora durante o intenso nevão k se deu ontem na cidade. Quando será k se vai repetir?





É tempo de parar

28 01 2006

É triste ver a apatia eterna que se vive no nosso país. Quando as pessoas se deparam com um problema, em lugar de expressarem as suas opiniões e de lutarem para o resolverem, encostam-se a um canto e ficam a lamentar-se qe a afirmarque não há nada a fazer. Não há nada a fazer? Pelo contrário, há MUITO a fazer, só que, como as soluções não estão ao virar da esquina, as pessoas preferem enterrar-se cada vez mais e fazer de um pequeno grão de areia no sapato um grande e pesadíssimo pedregulho que, de dia para dia se vai tornando impossível de transportar. Como é que querem que este país se desenvolva sem que ninguém faça nada para isso? Todos sabem criticar, mas ninguém AGE e AVANÇA com as suas ideias. Ninguém consegue dar o passo em frente para acabar com o que tanto criticam. É bom todos termos opinião e sentido crítico, mas é ainda melhor que a eles lhes juntemos uma força de vontade capaz de derrubar todas as barreiras (algumas visíveis, outras nem tanto), com que nos vamos deparando ao longo das nossas vidas. Há ainda quem passe a vida a mandar bocas e mensagens, supostamente enganadas para dizer que discordam de alguma coisa. Isso é um estupidez completa, se as pessoas têm algum problema sentam-se a uma mesa e FALAM, resolvem as coisas civilizadamente, de outra forma só estão a alimentar ainda mais rancores e a criar problemas muito maiores que os originais. É tempo de parar para pensarmos no que andamos realmente a fazer. É tempo de AGIR, e de LUTAR com todas as nossas forçascontra esta apatia que apenas nos trz angústias e, muito pior, nos conduz à solidão um longo e sem retorno abismo.





Apenas

26 01 2006

Pergunto-me a toda a hora:
O que nos aconteceu?
Onde está a nossa amizade?
Para onde foi a nossa relação de irmãos?

Antigamente éramos inseparáveis.
Nada nem ninguém nos podia atingir.
Ter-te como amigo era o suficiente para me fazer sorrir.

Mas…
Agora…
Tudo mudou.
Algo atingiu a nossa relação.
Terá sido a distância?
Terá sido um amor imaginário?
Não consigo encontrar respostas…

Apenas queria voltar ao que éramos.
Apenas queria ter-te de volta.
Apenas…
Apenas…
Apenas…





Vitórias e derrotas

23 01 2006

Depois dos resultados de ontem muita coisa há a concluir. Primeiro, quase metade da população portuguesa não queria Cavaco na presidência, uma vez que o mesmo apenas conseguiu passar na primeira volta por umas míseras 6 décimas, o que revela que, afinal, as aparências iludem. Segundo, quem se quiser candidatar à Presidência da República comece já a preparar as coisas, uma vez que uma boa forma de se conseguirem bons resultados nas eleições é preparar o terreno com 1o anos de antecedência e depois pôr em prática o nosso espírito dramático afirmando a pés juntos que apenas decidimos candidatar-nos mesmo em cima do período de campanha. Terceiro, o espírito jovem e as danças em bailes populares não servem para angariar votos, mas sim para contribuir para uma vida melhor e mais longa (talvez para uma futura candidatura aos 91 anos). Quarto, toda a esquerda saiu derrotada destas eleições, em vez de apostarem na união em torno de um candidato, preferiram dividir os votos dos eleitores por vários, as coisas não podem ser feitas desta forma. Como alguém me disse há tempos é através da união que se ganham eleições. Mas, pronto agora já não há mais nada a fazer, apenas esperar que Cavaco leve este país a algum lado em lugar de fazer prevalecer mentalidades retrógadas que ainda estão no tempo dos Descobrimentos. Espera-se igualmente que a esquerda tenha aprendido uma lição e ponha em prática todos os seus planos para um avanço em direcção ao futuro.





Será que a distância só traz sofrimento?

19 01 2006

Esta é uma pergunta que me tem ocorrido nos ultimos tempos. Há dias em que penso que a distância em nada interfere com as nossas relações pessoais (amizades, namoros…). Mas será mesmo assim? Não será a distância responsável por muitas amizades destruídas, por muitos amores desencontrados e por muitas vidas perdidas? Não será a distância que nos faz afastar cada vez mais das pessoas que realmente amamos sem lhes dar uma justificação, por mais pequena e insignificante que possa parecer? Quantas vezes não desejamos que aquele amigo que está longe, esteja ao nosso lado quando mais precisamos dele? É certo que hoje temos várias formas de comunicar, desde telefones, até à internet, mas para mim, como para muitas pessoas, nada é mais importante do que o olhar e do que o facto de podermos ver as reacções das pessoas com quem dialogamos. Passamos muitas horas a divagar, a olhar aquele ponto fixo no tecto do nosso quarto que insiste em não mudar de sítio, e a pensar nas pessoas que estão longe e que nos fazem tanta falta, morrendo de saudades e danificando os poucos alicerces que nos fazem manter equilibrados, fazendo com que, a cada dia que passa, necessitemos de mais um pouco da nossa força para nos erguermos e enfrentarmos a “selva” do quotidiano. Se pudesse, jamais me separaria de todas as pessoas que amo, arranjaria uma forma de elas estarem sempre junto a mim mas, como isso se vai tornando cada vez mais impossível nos dias que correm, resta-me agarrar às recordações dos momentos que passámos juntos e aos conselhos que todos eles me deram, fazendo-me dar mais um passo atrás no caminho do abismo que é a nossa vida.





Adeus

18 01 2006

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

Eugénio de Andrade

Este é um dos meus poemas favoritos, nele encontramos todos os sentimentos que nos invadem quando perdemos um grande amor.