O que é preciso é…

21 02 2008
“Muita calma nessa hoora”




Mentalidades

9 02 2008

Não é hábito meu comentar casos judiciais que se tornaram mediáticos, pois acho que esses casos devem ser resolvidos em tribunais e não nos meios de comunicação social, por pessoas que, muitas vezes, nem sabem do que falam, apenas opinam.
No entanto, vou abrir aqui uma excepção e falar sobre um caso que marca a actualidade, o “Caso Gisberta”. Não vou falar do caso em si, pois não conheço, mas das circunstâncias que poderão ter levado os 14 jovens a agredir durante três dias consecutivos uma pessoa que, tinha escolhas sexuais “diferentes” das “normais” (alguém me explica o que é a normalidade?), que se prostituia e que era portadora do vírus da SIDA.
Muitos dizem que os jovens agiram tal como agiram por falta de apoio, de amor, de pais que olhassem por eles. Não considero que esta seja uma justificação válida. Todos nós conhecemos pessoas que cresceram em circunstâncias muitos difíceis, com poucos ou nenhuns apoios a nível familiar e que, hoje, conseguem conduzir a sua vida pelo caminho do sucesso (não só profissional mas, principalmente, pessoal). Pessoas que não se encostam ao facto de terem uma vida difícil, que procuram ajuda e que não desistem, lutam pelos seus objectivos. Apresentar esta justificação é desrespeitar todas estas pessoas.
Penso que o motivo que terá levado estes jovens a agir daquela forma se prende com algo muito maior. Com uma questão de mentalidades. A sociedade portuguesa é bastande preconceituosa quanto a tudo a que seja diferente do que se viu há uns anos atrás. E toda esta mentalidade preconceituosa vai passando de geração em geração, originando a que os mais novos, julguem, critiquem e actuem sem saber porquê, apenas porque ouviram os mais velhos dizerem que aquelas pessoas deviam morrer todas, ser todas enforcadas para todos aprenderem o que é ser “normal”. Apenas porque acham que aquelas pessoas são más porque são diferentes.
Com este texto não estou a defender os jovens, pelo contrário acho que devem ser punidos pelos seus actos. No entanto penso que a culpa não é apenas deles. A culpa é de toda a sociedade portuguesa que se recusa a aceitar novas mentalidades apenas porque são “diferentes”, não são “normais” (volto a perguntar: “o que é a normalidade?”). A culpa é de todos aqueles que ofendem os que são “diferentes” esquecendo-se que eles também são pessoas e, tal como todos nós merecem ter escolhas sem serem julgados pelas mesmas. Quanto à situação degradante em que “Gisberta” se encontrava, em vez de se julgar, de gozar, de desprezar, devíamos fazer algo para ajudar, sem preconceitos e sim como seres humanos que somos e não como meros “meros “bichos” que pensam que são mais poderosos pois são “normais”.
Tal como ontem ouvi “neste caso, os fracos atingiram os ainda mais fracos”.





Este fim-de-semana

8 02 2008

Sou do SERTANENSE :p





Leituras…

6 02 2008

“-Queres saber se o coração de um homem, ou de uma mulher, pode comportar amor por mais de uma pessoa?
(…)
– Acho que pode. Excepto quando uma delas se transforma num…´
-…Zahir (…).”

Paulo Coelho – O Zahir




Marinho não está sozinho (até rimou e tudo :p)

5 02 2008

“Nacionalistas solidários com Marinho Pinto”

“O PNR declarou-se solidário com o bastonário da Ordem dos Advogados relativamente às afirmações sobre corrupção (…)”

Expresso