Metamorfose

30 08 2008

Esta semana li “AMetamorfose” de Franz Kafka. Confesso que no início fiquei desiludida porque pelos comentários que sempre tenho ouvido do livro estava à espera de mais. No entanto, com o desenrolar da história, fui percebendo o seu sentido e cai numa reflexão sobre qual o sifgnificado daquela “metarmofose”.

Da reflexão tirei algumas conclusões que podem não ter nada a ver com o sentido dado pelo autor quando escreveu o livro mas foi o sentido que descobri naquilo que li.

Penso que a metamorfose poderá estar relacionada com a morte e com todo o processo de esquecimento de alguém que desaparece para sempre. Senão vejamos:

O principal personagem acorda transformado num bicho que causa a maior das repugnâncias aos seus entes mais próximos (os pais e a irmã). Durante algum tempo a irmã preocupa-se em alimentá-lo, em cuidar-lhe do quarto, fazendo esforços para que não se esqueçam dele. Passados uns tempos, a irmã começa a desinteressar-se de todos estes cuidados e os pais pouco ou nada falam dele. Aos poucos o quarto começa a ser “desocupado” e repleto de coisas que ~já não fazem falta. Por fim, chega o dia em que a familia resolve ver-se livre do bicho em que o personagem se transformou e a harmonia volta a reinar na família.

Transpondo agora para a morte…

Quando alguém próximo morre fazemos todos os esforços para mantermos tudo tal e qual como está…o quarto, as fotografias, as recordaçõoes…A pouco e pouco começamos a encontrar outros interesses, a descurarmos aquela memória que tivemos tanto trabalho em manter. As conversas em torno da pessoa começam a escassear até desaparecerem e tudo volta à normalidade como se aquela pessoa nunca tivesse existido restando apenas uma vaga lembrança uma ou duas vezes por ano.

Tal como disse, este pode não ser o sentido que o autor pretendia mas fez-me pensar nisto.





15 08 2008

Parece incrível.

Eu, a quilómetros de distância a pensar que te ia dar mais uma alegria e tu pregas-me uma partida destas.
Nem parece teu.
Chego a casa, contente com a minha conquista e apercebo-me que algo não está bem.
Já desconfiava, mas não podia ser. És a pessoa mais forte que eu conheço!
Não me ias fazer uma coisa destas.
E não é que fizeste mesmo?
O que te aconteceu, tornou-te um bocadinho menos forte, só isso.
Umas vezes reconheces-nos, outras não. É normal, só isso.
Umas vezes estás connosco, outras com pessoas do passado. É natural, só isso.
Tu aí a lutares contra o desconhecido e eu a querer viver nele.
Acho que, sem querer, me deste mais uma lição de vida.

Apesar de tudo, não vou deixar que desistas.

Mesmo que não te lembres quem sou, eu nunca esquecerei o que és para mim.
Mesmo que insistas em viver no passado, eu voltarei a recordar-te o presente.

Faço questão de estender-te a minha capa.
É a maior honra que posso dar a quem já me deu tanto.
Depois, colocar-te-ei a capa sobre os ombros.
Sempre nos protegestes. Está na altura de nos deixares fazer o mesmo a ti.

Por fim, vou pegar-te na mão, dar-te um abraço apertado e dizer-te baixinho ao ouvido: Adoro-te.

Só isso.





A vingança serve-se fria :p

7 08 2008
Senhorio vende prédio e despeja esquadra da PSP


Fonte: DN


Parece que os senhores agentes desrespeitaram o prazo acordado com o senhorio para retirarem as coisas do prédio. Agora digo eu: os senhores devem estar atentos à lei :p