Do not stand at my grave and weep

28 02 2009

Este é um poema que ouvi há já algum tempo e que desde logo me impressionou. Não só pela mensagem que passa, mas pela força e sentimentos que nele encontramos.

Existem algumas traduções mas optei por colocar o original, não só porque foi assim que tomei conhecimento do poema, mas também porque com a tradução perde muito do sentido que o original deixa transparecer.


Do not stand at my grave and weep,

I am not there, I do not sleep.

I am in a thousand winds that blow,

I am the softling falling snow.

I am the gentle showers of rain,

I am the fields of  ripening grain.

I am in the morning hush,

I am the graceful rush,

Of beautiful birds in circling flight,

I am the starshine of the night.

I am in the flowers that bloom,

I am in a quiet room.

I am in the birds that sing.

I am in each lovely thing.

Do not stand at my grave and cry.

I am not there. I do not die.





Podem acompanhar o Congresso do PS nos seguintes links:

28 02 2009

www.twitter.com/jovemsocialista

www.ps.pt





Traumatizados? Ganhem juízo.

26 02 2009

Ontem li uma notícia que relatava que as crianças andavam traumatizadas com o atraso na chegada dos computadores “Magalhães”. Houve até quem afirmasse que isto era uma “defraudação das expectativas das crianças”.

Já estou mesmo a ver a bela da criancinha chegar perto da mãe ou do pai com o seguinte discurso:

“Oh mãe/pai houve um atraso na entrega da coisa móvel que se destinava à minha posse e da qual serei proprietário dado que foi nisso que vocês concordaram. Será que podem ser meus representantes num pedido de indemnização contra o Engenheiro Sócrates por ter defraudado as minhas expectativas acrescido dos danos morais que tal atraso suscitou na minha pessoa?”

Traumatizados?

É caso para citar “Álvaro de Campos”: “Não me macem pelo Amor de Deus!”.

Primeiro vieram com a conversa que as crianças ficavam traumatizadas com os trabalhos de casa. Depois os professores não podem repreender os meninos porque eles ficam traumatizados. Agora as mesmas crianças ficam traumatizadas com o atraso na entrega do “Magalhães”. O que virá a seguir? Um trauma porque o “Noddy” já não passa na televisão?

Qualquer dificuldade que surja constitui um trauma. Então do que sofrem as crianças que todos os dias assistem a cenas de violência doméstica? Do  que sofrem as crianças que viram os seus pais morrer? Do que sofrem as crianças que são obrigadas a praticar trabalho escravo? Do que sofrem as “crianças-soldado?”. De pequenas irritações que passam com um “quando cresceres compreenderás?”.

No que se tornará esta geração de ultra-protegidos que ao mínimo “não” ficam traumatizados? Para quem os pais não têm paciência? Será que é isto que querem para os vossos filhos?

E deixarem-se de ideias ridículas e começarem a pensar nas crianças que têm problemas muito maiores que um atraso na entrega do computador da moda? Não será um bocadinho mais útil?

Termino este texto como comecei: Traumatizados? Ganhem juízo!

PS1: Dada a notícia acima referida lanço aqui um alerta: Quem conhecer algum aluno antigo ou actual da Dra. Fátima Manso ou do Dr. Capitão Ferreira que alerte o Hospital Júlio de Matos pois sofrem de um grave trauma incurável.

PS2: Espero que as mentes brilhantes que andam na oposição deste país não peguem no discurso da criança aqui sugerido. Como isto anda…





Daqui a uma semana e meia…

20 02 2009

Oral de Comercial II…Vantagem de lá:p





Pensamento do dia

14 02 2009

Feliz dia dos DISPONÍVEIS PARA A VIDA 😀





Prémio World Press Photo 2008

13 02 2009

257170

Aqui fica a foto vencedora do Prémio World Press Photo 2008.

O fotógrafo é Anthony Suau e o tema é a crise do subprime nos Estados Unidos.





Juventude inerte

11 02 2009

geracaorasca

Na actualidade, assistimos a um desinteresse não digo geral mas quase dos jovens portugueses pelo mundo e pela realidade que os rodeia. É raro encontrar jovens com dinâmica e força de vontade para ajudar a construir algo melhor. Pelo contrário, é muito frequente encontrá-los em todo o tipo de estabelecimentos recreativos a qualquer hora do dia.

Há que tentar compreender o que leva muitos jovens a este quase sedentarismo para que caminham.

É certo que na sociedade actual muitos são os apelos da evolução tecnológica e que é fácil deixar-se levar por um rumo cada vez mais afastado da sociedade e muito centrado em realidades virtuais. Certo é também que se não se tiver o último modelo da consola ou o ultimo telemóvel da marca x é-se completamente discriminado e afastado do “grupo”. No entanto, certo é também que o apelo de instituições que possam ajudar os jovens a procurar alternativas a este mundo alternativo é escasso.

Por vezes, não basta a força de vontade e o interesse em procurar algo. É também necessário sentir que se é útil e que o seu trabalho é reconhecido. É igualmente importante chamar os jovens para actividades que os insiram na sociedade em que vivem, que os despertem para o que se passa no mundo e que os faça ter vontade de fazer algo, de mudar!

As associações e instituições juvenis devem apostar na dinamização e também, porque não, nas novas tecnologias para se mostrarem. Para darem a conhecer o seu trabalho. Para mostrarem que vale a pena procurar ser melhor.

É igualmente importante criar medidas de incentivos aos jovens de hoje porque se queremos que eles se interessem, é necessário que eles se vejam apoiados e reconhecidos na sociedade em geral.

Enquanto tal não acontecer, vão continuar a ser raros os jovens que se interessam e querem mudar algo e que, para além de serem pouco ainda são criticados por não serem iguais aos outros e chamados de tudo e mais alguma coisa.

Não acredito que a minha geração seja uma “geração rasca”. Pelo contrário, é uma geração cheia de potencialidades tal como as anteriores e é por isso mesmo que é necessário investir nela, porque só com um esforço mútuo se poderão percorrer novos caminhos.