Para sempre…

28 05 2010

Por todos os momentos passados (bons e maus), por todas as lições aprendidas (de Direito ou não), por todas as experiências vividas, por todos os amigos que se fizeram, por toda uma família construída esta será SEMPRE a nossa casa: A NOSSA FDL!





Porque há mensagens que não devem ser esquecidas

24 05 2010

Este texto foi-me enviado hoje. É impossível ficar indiferente.

*Carta enviada de uma mãe para outra mãe no Porto, após um telejornal da RTP1:

De mãe para mãe…

Cara Senhora, vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, presidiário, das dependências da prisão de Custóias para outra dependência prisional em Lisboa.
Vi-a a queixar-se da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que vai passar a ter para o visitar, bem como de outros inconvenientes decorrentes dessa mesma transferência.
Vi também toda a cobertura que os jornalistas e repórteres deram a este facto, assim como vi que não só você, mas também outras mães na mesma situação, contam com o apoio de Comissões, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, etc…


Eu também sou mãe e posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro, porque, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho.
A trabalhar e a ganhar pouco, tenho as mesmas dificuldades e despesas para o visitar.
Com muito sacrifício, só o posso fazer aos domingos porque trabalho (inclusivé aos sábados) para auxiliar no sustento e educação do resto da família.


Se você ainda não percebeu, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a uma bomba de combustível, onde ele, meu filho, trabalhava durante a noite para pagar os estudos e ajudar a família.

No próximo domingo, enquando você estiver a abraçar e beijar o seu filho, eu estarei a visitar o meu e a depositar algumas flores na sua humilde campa, num cemitério dos arredores…

Ah! Já me ia esquecendo: Pode ficar tranquila, que o Estado se encarregará de tirar parte do meu magro salário para custear o sustento do seu filho e, de novo, o colchão que ele queimou, pela segunda vez, na cadeia onde se encontrava a cumprir pena, por ser um criminoso.
No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas “Entidades” que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto ou indicar-me quais “os meus direitos”.


Para terminar, ainda como mãe, peço por favor:
Façam circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta (falta de vergonha) inversão de valores que assola Portugal e não só…

Direitos humanos só deveriam ser para “humanos direitos” !!!





Carpe Noctem

18 05 2010

Audições para a Carpe Noctem:  CARTAZ E CONTACTO  AQUI





Promulgado!

17 05 2010





Há 1 ano foi assim

16 05 2010




O País ficou mais pobre

14 05 2010

Esta manhã fui completamente apanhada de surpresa com a notícia da morte do Professor Saldanha Sanches. Tive a honra de ser sua aluna e com ele mergulhar no mundo da Economia Política e do Direito Fiscal.

Sempre o admirei, não apenas pela qualidade dos seus ensinamentos mas pela sua frontalidade enquanto pessoa. Não se cansou de lutar a favor da liberdade nem contra poderes instalados (o que levou a consequências gravosas a nível pessoal e académico).

Ficará para sempre como um exemplo de frontalidade, inteligência e sabedoria, juntamente com a coragem de lutar pelos nossos valores e ideais sem medo de possíveis represálias.

De lamentar ainda o facto de a Faculdade onde foi aluno, Professor e à qual deu tanto não encerrar como é hábito. Só demonstra a continuidade da falta de respeito e a injustiça contra ele cometidas aquando da denúncia feita de determinados poderes instalados na FDL. Da parte dos estudantes, tenho a certeza que jamais será esquecido.

Sem dúvida que o País e o mundo do Direito ficaram mais pobres.

Paz à sua alma!





Ele já há muito tempo que andava sossegado

11 05 2010

Ontem, à margem de uma conferência, Alberto João Jardim defendeu o fim de entidades como a ERSE e de instituições como o Tribunal Constitucional como medida para diminuir o défice orçamental.

Vindo de quem vem, a surpresa já não deveria ser muita. No entanto, esta proposta nada mais revela que o total desrespeito pela democracia por parte do Presidente do Governo Regional da Madeira. Para quem está habituado a governar como quer, a controlar jornais, a impedir celebrações do dia da Liberdade e outras coisas do género, o fim do TC nada mais é que o fim de um possível incómodo a medidas relevantes da asfixia democrática que Alberto João Jardim tanto se orgulha de praticar.

Curioso agora, seria ouvir a opinião de Manuela Ferreira Leite que há tempos elegeu o modelo de governação da Madeira como o ideal.

Texto disponível também aqui.