Prova que há muito talento em Portugal

22 06 2010

“Em comunicado, a Liga das Orquestras Americanas, que atribuiu esta distinção, refere que o prémio “reconhece o empenho de Joana Carneiro em alargar a comunidade base da Berkeley Simphony e a tradição da orquestra, ao apresentar trabalhos de compositores do nosso tempo”.

Contactada pela Lusa, Joana Carneiro mostrou-se comovida com a distinção e empenhada em continuar o trabalho que tem desenvolvido: “É um prémio que me comove muito porque foi atribuído ao fim de muito pouco tempo à frente de uma orquestra americana e é um grande incentivo para nós continuarmos e continuarmos a sonhar muito alto em Berkeley.”

Questionada sobre se pretende regressar a Portugal, a maestrina portuguesa, de 33 anos, disse que, tendo em conta a actividade a que se dedica, isso é “impossível”, mas disse estar muito ligada à música portuguesa, através da Orquestra da Gulbenkian. “Penso que a minha actividade artística está dividida de uma forma ideal neste momento: tenho a minha orquestra na Califórnia, onde passo entre oito a dez semanas por ano, trabalho com a Orquestra Gulbenkian, onde sou maestrina assistente, e viajo pelo mundo. Neste momento, penso que é o equilíbrio perfeito na minha vida artística”, afirmou.

No comunicado da Liga das Orquestras Americanas, a instituição sublinha que “em apenas uma época, o talento excepcional de Joana Carneiro inspirou os músicos da Berkeley Simphony e aumentou a qualidade do seu desempenho”.

A nota destaca ainda o facto de a maestrina portuguesa ter conseguido estabelecer “novas relações organizacionais e ligações mais profundas com o público”. “A resposta do público à liderança de Joana Carneiro pode ser medida pela taxa recorde de inscrições na orquestra na sua primeira temporada”, acrescenta o documento.

A maestrina portuguesa tornou-se diretora musical da Berkeley Simphony no início da temporada de 2009-2010.

O prémio Helen M. Thompson foi criado em 1981 para celebrar a vida e a obra de Helen M. Thompson, que promoveu a orquestra sinfónica nos Estados Unidos.”

Fonte: Público
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Exame de acesso ao estágio de advocacia

18 06 2010

Sempre fui contra o exame de admissão ao estágio na Ordem dos Advogados sugerido e criado por Marinho Pinto e que o levou a ganhar as eleições para a Ordem dos Advogados.

Embora esteja de acordo com algumas posições que Marinho Pinto tem apresentado nos últimos tempos como a proliferação de cursos de Direito e o número excessivo de vagas nas Faculdades, não vejo aqui qualquer fundamento para a criação do exame. Não cabe a Marinho Pinto interferir na gestão das Faculdades nem decidir quais são os alunos melhor ou pior qualificados para entrar na Ordem dos Advogados.

Um dos fundamentos que Marinho Pinto avançou para a criação do exame de acesso à OA foi o facto dos cursos de Bolonha (com três ou quatro anos) não prepararem os estudantes para a profissão de advogado. Logo aqui surgem duas questões:

– Se assim é, então porque existiram alunos de cursos pré-Bolonha com três anos a serem admitidos na OA? Só por serem pré-Bolonha têm mais qualidade?

– Em segundo lugar, não são as aulas da Ordem que devem preparar os licenciados para o exercício da advocacia? Se assim não é, então para que servem?

Quanto ao exame em si:

– o grau de dificuldade não justifica a taxa de chumbos. Pessoalmente, durante a faculdade tanto eu como os meus colegas fizemos exames mais difíceis.

– Olhando para a grelha de correcção do mesmo conclui-se que os critérios de correcção não eram assim tão apertados quanto isso.

– em terceiro lugar porque será que os resultados foram divulgados primeiramente à Comunicação Social e só no dia seguinte a meio da manhã aos principais interessados?

Tudo isto não passa de mais uma manobra do senhor Bastonário que já percebeu que em Dezembro vai ter de abandonar o cargo e quer descarregar em alguém.

Uma vez mais sobra para os licenciados que para além de terem sido obrigados a aceitar a adaptação do seu curso a Bolonha agora ainda têm que levar com os caprichos e com as ofensas de um Bastonário que quer impor a sua opinião dê por onde der.

Sobra também quer para os licenciados que chumbaram no exame quer para os finalistas que agora concluem os seus cursos que ficam com o seu futuro pendente até muito provavelmente ao final do ano civil, altura em que se realizarão as eleições para a OA.

Até lá o senhor Bastonário que não conte com sossego pois choverão acções de reivindicação por um direito constitucionalmente garantido bem como providências cautelares como as que tiveram provimento aquando da realização do exame de acesso.

Parece-me que só lhe resta uma solução Sr. Bastonário: DEMITA-SE!