Ridículo!

12 01 2011

“Os licenciados antes da aplicação do processo de Bolonha, com quatro e cinco anos de curso, vão poder ter o grau de mestre. Para tal, terão que pedir às instituições onde estudaram para rever os seus processos e, caso seja necessário, “terão de fazer algumas disciplinas, apresentar e defender um relatório final, cujas definições serão determinadas por cada uma das universidades”, explica António Rendas, presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP).

O CRUP e o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) aproveitaram a comemoração dos 35 anos da Universidade dos Açores para se reunir na Região Autónoma.

“Foram aprovadas recomendações para iniciar o processo de creditação dos licenciados pré-Bolonha”, anuncia Rendas. “Essas orientações visam credenciar os licenciados anteriores ao processo de Bolonha com o grau de mestre”, sublinha.

Na reunião foram também debatidas questões do financiamento das universidades, mas “apenas para analisar a aplicação do Contrato de Confiança” que permitiu um acréscimo de financiamento do Estado no valor de cem milhões de euros. “Com essas verbas aumentámos o número de alunos, abriram-se novos cursos e será possível manter a qualidade do ensino”, assegura.

Por sua vez, o CCISP debateu a “criação do ensino à distância”, revela Sobrinho Teixeira, presidente do organismo. “Pensamos que a oferta de ensino à distância tem de ser generalizada para o país mas também para o mundo da lusofonia e zonas de emigração portuguesas”, diz.

O CCISP debateu ainda a criação de Centros de Investigação Aplicada. “Um grupo de peritos vai analisar o processo de desenvolvimento destes centros, cujo objectivo é o envolvimento das comunidades nos projectos, e apreciar o seu financiamento com o Governo”

conclui. Lusa

 

Mais reacções em breve.





É já amanhã!

11 01 2011





A campanha de Cavaco

10 01 2011

Se dizia que actualmente poucas coisas me surpreendem, hoje fui obrigada a contradizer-me.

Cavaco Silva veio hoje criticar a má utilização dos fundos comunitários na agricultura. Para tal recorreu a si próprio dizendo que “quando reprovei o meu pai pôs-me na agricultura durante três meses”.

E foi aqui que fiquei surpreendida. Não pela crítica mas pela forma como foi feita. Se no Natal, Cavaco Silva se lembrou de repente que era necessário combater a pobreza, agora toma uma atitude desesperada e faz uma afirmação como esta.

Sinceramente acho de muito mau tom o recurso a este exemplo numa campanha eleitoral. Não passa de um acto baixo de eleitoralismo de alguém que diz que não é político e que se considera um homem sério.

Depois deste exemplo o que vai ele dizer aos agricultores que não viveram apenas três meses da agricultura mas sim a sua vida toda. O que vai ele dizer aos jovens filhos de agricultores que lutam dia após dia por um futuro melhor e por pagar as propinas da Universidade (os que conseguem lá chegar).

É certo que Portugal precisa de agricultores e da agricultura para crescer. Mas se assim foi porque não ficou o digno candidato mais um tempo na agricultura? Será que deu este exemplo aos seus alunos de Economia na Universidade Nova?

Será que durante estes três meses também sofreu as dificuldades que sofrem os agricultores todos os dias durante toda a sua vida?

Depois de trazer o caso BPN para a campanha e de se vitimizar. Depois de tentar atacar Manuel Alegre com um caso que nada tem a ver. Depois de se lembrar por uns meses que existe pobreza em Portugal. Agora recorre a uma táctica baixa de eleitoralismo.

O que se seguirá?

A isto respondo com uma conhecida frase: Pão e circo meus senhores. Pão e circo.





Exame da OA é inconstitucional

7 01 2011

Dado que a comunicação social não parece muito interessada em divulgar a notícia, aqui segue o texto que declara a inconstitucionalidade do exame nacional de Acesso ao Estágio da Ordem dos Advogados:

http://www.tribunalconstitucional.pt/tc/acordaos/20110003.html