Porque parece que a comunicação social ainda não percebeu a diferença:

14 04 2011

“O Fundo Europeu de Estabilização Financeira foi criado pelos países da zona euro no passado dia 9 de Maio de 2010. Como o próprio nome indica este fundo foi o resultado da crise económica e financeira mundial, que obrigou a Comissão Europeia a tomar medidas que levaram à criação deste fundo de carácter europeu.

O Fundo está sedeado no Luxemburgo e tem como director geral e responsável máximo Klaus Regling, antigo ministro das finanças alemão e responsável pelos assuntos fiscais e financeiros da União Europeia.

Este fundo foi criado como salvaguarda financeira dos países da zona euro, perfazendo um total de 750 mil milhões de euros, tendo ficado totalmente operacional em Agosto de 2010, sendo o final da sua maturidade em Junho de 2013. Do mesmo modo, este Fundo Europeu tem como objectivo permitir a revitalização do sistema financeiro a nível da banca europeia. Um aspecto mais técnico mas bastante importante foi a avaliação por parte das agências de rating (Standard & Poor’s e Fitch Ratings, Moody’s), tendo recebido a notação máxima (risco mínimo) AAA.”

In: Credito e Finanças

 

Contrariamente ao que TODA a comunicação social anda a afirmar, foi a este Fundo que Portugal recorreu e não ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Os técnicos do FMI estão em Portugal porque pertencem este fundo. E em que se revela esta participação a nível monetário? EM 30%.

Ora esta participação de apenas 30% por parte do FMI é que permite aos Estados alguma negociação das medidas de austeridade que serão adoptadas. Caso Portugal tivesse recorrido ao FMI e não ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) a negociação seria nenhuma. As medidas seriam as que o FMI ditasse e ninguém seria ouvido.

Ora, como se pode ver, não é isto que está a acontecer. Os membros da Troika (composta por elementos da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do FMI) irão negociar com o Governo (como está a acontecer agora) e com os partidos da oposição (o que em princípio acontecerá na próxima semana), as medidas de austeridade a tomar para que o FEEF seja accionado.

Quando será que os meios de comunicação social portugueses irão começar a fazer informação de qualidade?

 

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