Tuna Mista Carpe Noctem

17 11 2011

Deixo-vos aqui o link da página da Tuna Mista Carpe Noctem no Facebook.

É um projecto recente que reúne um grupo de estudantes e antigos estudantes da Universidade de Lisboa com vontade de levar o espírito e a tradição académica onde a diversão nos chamar.

O que oferecemos é boa-disposição, animação, música e espírito académico.

Procuramos pessoas que tenham vontade de participar e que tragam um pouco de si a este projecto!

Visitem a página, o blogue e divulguem!

http://www.facebook.com/pages/Tuna-Mista-Carpe-Noctem/100723403348004

Quem estiver interessado em pertencer é só contactar:

tunacarpenoctem@gmail.com





97 anos! Parabéns AAFDL!

15 11 2011

 

Sem dúvida um dos projectos das nossas vidas. Foi uma honra e será sempre um orgulho pertencer a esta Família!




Voto no OE 2012

11 11 2011

Muito se tem dito e escrito sobre o sentido de voto do PS no OE 2012 e, pessoalmente, tenho assistido a faltas de respeito inadmissíveis em pessoas que se dizem civilizadas. Todos nós temos direito a ter opinião e todos nós temos de respeitar as opiniões contrárias à nossa.

Posto isto, concordo totalmente com a abstenção na votação do Orçamento.

Isto porque:

– Em primeiro lugar porque neste Orçamento estão medidas que constam no memorando com a Troika assinado por PS, PSD e CDS. Ora, votar contra o Orçamento seria votar contra estas medidas, o que iria perfazer uma total irresponsabilidade, fazendo lembrar a cometida pelo PSD aquando do chumbo do PEC IV.

– Em segundo lugar, e no seguimento do que afirmei na parte final do primeiro ponto, ao votarmos contra o Orçamente estaríamos a fazer precisamente aquilo que tanto criticámos (e ainda criticamos). Estaríamos a cair na irresponsabilidade que o PSD caiu ao chumbar o PEC IV e ao fazer cair o Governo. Estaríamos a levar-nos pela sede de poder e de “chegar ao poleiro” custe o que custar.

– Em terceiro lugar, não podemos ser ingénuos ao ponto de pensar que este sentido de voto foi decidido sem qualquer negociação com o Governo. Muitos têm criticado o facto da decisão ter sido antecedida por reuniões “supostamente secretas” entre António José Seguro e Pedro Passos Coelho. Ora se estas conversas existiram, algum objectivo tiveram e julgo que terá sido a discussão de contrapartidas.

– Em quarto lugar, abstenção não é votar a favor. Muito pelo contrário, ao optar pela abstenção abre-se não só o caminho para o cumprimento das medidas assinadas com a Troika mas também o caminho para a negociação das medidas das quais discordamos e para a implementação de medidas por nós propostas.

– Em quinto lugar, todos sabemos que o actual Governo está a aproveitar-se do Orçamento de Estado para aprovar medidas gritantes (veja-se o caso do fim do desconto de 50% nos passes dos estudantes e dos reformados). Para poder lutar contra elas é necessário ceder noutras medidas que possam realmente contribuir para o crescimento económico e social do País. Todos sabemos que apesar de estarmos em democracia, ninguém dá nada a ninguém (é a chamada lei da negociação).

– Em sexto lugar e contrariamente ao que vi escrito hoje, lá por nos abstermos, não quer dizer que não discutamos e não apresentemos a nossa opinião, nem denunciemos as atrocidades que o Governo pretende cometer. Veja-se por exemplo a intervenção do Deputado Pedro Nuno Santos sobre o Orçamento de Estado e facilmente se chega à conclusão que não iremos aceitar tudo o que estes senhores nos querem impingir.

– Em sétimo lugar, não nos podemos esquecer que a abstenção será na votação na generalidade. Ainda falta a discussão na especialidade e aí sim serão discutidas uma por uma todas as medidas propostas para o Orçamento. Caso o Governo insista em manter medidas que só levarão ainda mais ao empobrecimento dos portugueses e não mostre abertura às medidas propostas pela Oposição então o sentido de voto deverá mudar e deverá ser contra!

Por fim, gostaria de relembrar que todas as opiniões devem ser respeitadas e que não devemos cair em extremismos que não levam a lado nenhum. Os tempos pedem discussão e uma intervenção responsável. Não pedem discussão por discussão e crítica por crítica sem qualquer tipo de conteúdo. Está provado que o bota-abaixismo não leva a lado nenhum.